Autarcas moçambicanos procuram investimentos em Portugal

Cerca de meia dúzia de autarcas recentemente eleitos em Moçambique estão em Portugal em busca de investimentos nas respectivas províncias, nomeadamente em sectores estruturantes da economia e do desenvolvimento social como a indústria, agricultura, turismo, abastecimento de água, saúde e educação.

Os dirigentes moçambicanos consideram que o poder local deve promover iniciativas que contribuam para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida das populações, independentemente dos apoios alocados pelo Governo central.

Os presidentes dos conselhos autárquicos de alguns dos municípios moçambicanos participam até esta sexta-feira (08.03) no Encontro de Promoção e Desenvolvimento Económico de Moçambique, promovido pela Casa de Moçambique, em parceria com a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

Infraestruturas sociais – uma prioridade

O novo poder local constituído após as últimas eleições municipais tem um papel bastante importante a desempenhar no atual xadrez político moçambicano, considera Felisberto Elias Jefure Mvua, presidente do Conselho Autárquico Municipal de Milange, vila da província da Zambézia, na região centro de Moçambique.

Os eleitores que lhes confiaram o seu voto “sentem que as suas preocupações fluem facilmente, porque os dirigentes que elegeram ficam ali onde vivem, no mesmo espaço geográfico”, explica o autarca. “E as soluções são procuradas de forma conjunta. A população participa na identificação das prioridades e participa também na resolução dos seus problemas”.

O edil reeleito nas últimas eleições autárquicas pela Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) aponta as infraestruturas sociais como prioritárias para desenvolver o município de Milange: “Estamos a falar de salas de aulas, de unidades sanitárias. Temos o desafio de construir uma maternidade no Bairro Brandão e também o fornecimento de água. É mais um desafio e estamos a trabalhar com o apoio do Governo central e dentro de 12 meses teremos a reabilitação e a ampliação do sistema de abastecimento de água da autarquia de Milange”.

Felisberto Mvua admite que, mesmo com a melhoria do sistema de distribuição, serão necessárias mais fontes de abastecimento, sobretudo, para os bairros mais longínquos.